Metodologia BIM: AGL avança na digitalização com residencial New Urban

07/02/2022
Metodologia BIM: AGL avança na digitalização com residencial New Urban | AGL Incorporadora
Com obras na etapa de fundações, o empreendimento residencial da AGL lançado em 2021 - New Urban Residence - será edificado usando a inteligência construtiva do BIM (Building Information Modeling) no planejamento e compatibilização de projetos. Traduzida como “modelagem da informação da construção”, essa metodologia de gestão é tendência mundial e também um modelo a ser adotado como padrão no setor da construção civil nacional, que passa por um período de transição rumo à digitalização.   De forma simplificada, o BIM faz a integração dos projetos de arquitetura, estrutura, hidráulica, elétrica, telefonia, tubulações de incêndio, gás, ar condicionado e exaustão do empreendimento, para a criação de modelos virtuais inteligentes. Com a metodologia, da etapa de projeto à conclusão da obra, o processo de construção pode ser digitalizado e atualizado em todas as áreas da construção, através de plataforma que reúne uma série de informações relevantes para cada etapa produtiva.   Depois do uso da metodologia para renderização em 3D no Tokaii Residence - alto padrão da incorporadora que será entregue em 2022 -, a AGL avança na digitalização com o New Urban. "Progredindo nos diferentes níveis de maturidade do BIM, passamos da modelagem 3D para a quarta dimensão da metodologia, usando os recursos tecnológicos além da modelagem. No New Urban, estamos fazendo análises de compatibilização e digitalizando o planejamento da obra. É uma evolução gradativa rumo a uma verdadeira metamorfose", explica o engenheiro civil e sócio da AGL, Giancarlo Antoniutti.   O BIM tem dimensões que vão das básicas (3D e 4D) às mais sofisticadas (5D, 6D e 7D), capazes de transformar as indústrias da engenharia, arquitetura e construção civil. Com o uso de softwares e mecanismos de inserção de informações e dados antes, durante e depois das obras, a metodologia tem potencial para digitalizar análise de custos, avaliação de sustentabilidade e até mesmo a gestão das instalações do empreendimento. "Em um futuro próximo, vamos monitorar e controlar até mesmo o tempo de vida útil de lâmpadas instaladas no edifício com inteligência artificial. A metodologia BIM tem várias interfaces e estamos nos preparando para explorar os recursos cada vez mais", conta Antoniutti.  

Modelagem 3D e integração de projetos

O uso dos modelos virtuais e simulações do BIM garante mais assertividade e eficiência na tomada de decisões. Com as maquetes tridimensionais, todos os envolvidos no projeto, na gestão e na execução da obra conseguem visualizar o conjunto de estruturas e redes de forma detalhada. Isso melhora a qualidade dos projetos, que podem ser aprimorados a partir do resultado da compatibilização das plantas. "Com a sobreposição dos projetos, os projetistas passam a pensar juntos em alterações que otimizem o uso dos espaços, das estruturas e dos materiais. Com a precisão que o modelo digital tem, as pequenas incompatibilidades são resolvidas antes e não durante a execução da obra, que fica mais enxuta e mais rápida, com cada processo otimizado pela antecipação dos resultados", explica o engenheiro de planejamento da AGL, Vinícius Hanser.   A modelagem 3D da edificação também gera imagens renderizadas que podem ser exportadas para o tour virtual, uma ferramenta cada vez mais usada na etapa de vendas de imóveis na planta. “As imagens realísticas da fachada, áreas comuns e ambientes de interiores dão aos clientes uma visão muito próxima do que eles efetivamente estão adquirindo”, cita.  

Digitalização do canteiro de obras

Além de funcionar como um agregador inteligente de projetos, a metodologia BIM também representa a digitalização do canteiro de obras. Acessíveis em tablets e smartphones, os modelos digitais servem de referência para as equipes durante a execução das diferentes etapas, aperfeiçoando a comunicação dos projetistas e gestores com os operários. "Com um telefone na mão, eu posso fazer um passeio pela obra visualizando cada estrutura que será construída ali, com vários detalhes. No BIM, o encarregado, por exemplo, consegue mostrar à equipe de encanadores por onde as tubulações devem passar, usando a câmera do smartphone com a sobreposição do modelo virtual, que tem detalhes como dimensões, espessuras e as características dos materiais que serão usados”,  descreve Hanser. Segundo o engenheiro, problemas que poderiam surgir no canteiro de obras também são antecipados no modelo virtual, evitando improvisações e atrasos no cronograma.  

Inteligência no fluxo de informações

Embora a experiência tridimensional da maquete digital impressione, a razão pela qual o sistema BIM é considerado revolucionário para o setor da construção civil não é a visualização do modelo virtual, mas a inteligência do fluxo de informações. Embora esteja atrelado ao uso de tecnologia, o BIM é um processo de integração entre pessoas envolvidas com o empreendimento. Segundo o engenheiro, a proposta desse sistema de gestão de obras é colocar os projetistas em contato, através das plataformas, para que se comuniquem de forma contínua nas diferentes etapas do processo. "Cada projetista abastece a plataforma com atualizações, sugestões, informações complementares e ideias para otimizar projeto e obra. É um sistema de unificação das informações e de diálogo inteligente entre os profissionais”, diz.   A metodologia de inteligência construtiva BIM também inclui funcionalidades relacionadas ao planejamento da obra. Com a emissão de relatórios dos softwares de modelagem, o gestor consegue acompanhar o processo de quantificação, que orienta as etapas seguintes do projeto. “A implantação do BIM não é a simples adoção de um software, mas uma jornada de digitalização da construção. Na AGL, já trabalhamos com a plataforma BIMcollab ZOOM no projeto do Tokaii Residence. Já no New Urban, ampliamos para o BIMcollab CLOUD, que permite a extração de listas na etapa inicial da obra, estabelece regras de checagens em massa e intercomunicação de ocorrências de projeto com plugins que endereçam o problema diretamente ao softwares dos próprios projetistas”, esclarece Antoniutti.

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